Digo-lhe que não foi de todo uma tragédia
Vou dizer que permaneço no mesmo lugar
Onde eu não queria estar, mas eu aprendi
Eu aprendi provando dos dissabores da vida
Aprendi indo do céu ao inferno em segundos
Descobri infinitos segredos dessa insana vida
E são segredos para quem não quer entender
Outra vez sufoquei o amor com o travesseiro
Continuei com medo de enfrentar meu medo
Uma vez mais cuspi desafeto ao meu espelho
Continuei sendo escravo dos meus demônios
Estive imune de todos possíveis sentimentos
Livrei-me do amor, da dor, da choro, do riso
Estive em torpor absoluto, peito anestesiado
Nada eu podia sentir, nada eu queria sentir.
Se eu me afastei de alguém algum momento
Saiba que não fiz por mal, fiz de peito aberto
Quis evitar que minha tristeza se espalhasse
Assim guardar o meu melhor para o mundo.
Eu sorri em vão, e minha cara triste também
foi sem motivo aparente. Sonhei alto demais
E também me subestimei quando não devia
Era parte do meu dia alçar voo e despencar - e vice versa.
Fiz coisas que jamais imaginava um dia fazer
Que me fizeram acreditar que posso mesmo
Fazer tudo que me vier à cabeça, que pensar
Como regra número um, nunca parar jamais
E eu continuo sonhando sim, não vou desistir
Mesmo que a carne queira parar e descansar
Mesmo que eu ache que seja difícil e distante
E mesmo que me digam que não vale a pena
Desse ano eu levo a crença de que um sonho
Um sonho é a razão de viver, nunca algo que
Algo que seja matéria virá a ser o motivo de
De que faça me levantar todo dia e ter brilho
Mesmo com todas vezes que pensei ser maior
E todas as vezes que eu imaginei ser diminuto
Me comparando com todas as pessoas que via
Percebi que somente sou igual, como qualquer - qualquer um que sonha com dias melhores, com 365 parcelas de uma totalidade que sejam mais completos e que desejam a todos, nesse momento e sempre, que todos possam sorrir também.
Um feliz ano novo a todos!
(Fred Sá Teles)
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