13 de dezembro de 2009

Um conto

Havia uma casinha ao norte. Simples, pequena e de um só morador. Um morador que não era velho porém, sua barba parecia lhe dar 50 anos. Vez ou outra viajantes vindos de terras distantes passavam pela sua moradia de teto feito com palha seca. O que lhe conto sucedeu não há também muito tempo. Acontece que, um jovem moço, determinado, esperançoso sempre e por vida andarilho e sonhador passava por aquela estrada. O detalhe que ainda não disse é que, bem perto daquela minúscula casa, a estrada se dividia em duas e deveria se escolher por onde ir. Esse jovem moço lá chegando, não soube por onde seguir e decidiu perguntar ao barbudo da janela que espiava-o parado ali.

- Senhor, por favor, por onde devo ir se quero chegar à Felicidade? - perguntou.
- Meu rapaz, eu não sei. Siga seu coração e tenha fé. - a resposta pouco lhe ajudou no momento.

O jovem moço segui a sua esquerda, por onde o coração batia.

Meses depois veio a notícia do norte de que aquele rapaz conseguiu enfim chegar à Felicidade.

Seguindo o exemplo desse moço, outro rapaz decidiu procurar a Felicidade. Fez todo o caminho até que chegasse àquela casinha peculiar. Pelos boatos, a sua esquerda era o caminho certo, mesmo assim decidiu perguntar ao estranho com barba, qual o caminho deveria seguir.

- Meu rapaz, eu não sei. Siga seu coração e tenha fé. - a mesma resposta.

Esse moço pouco entendeu, a resposta bateu-lhe como espinhos. Seguiu a sua esquerda, por onde já sabia que seu antecessor foi por ali. Eram só boatos, e se não fosse por ali? Seguiu mesmo assim. E não chegou à Felicidade.


Não importa qual o caminho que fosse seguido, desde que houve a confiança. A Felicidade só seria alcançada por quem não tivesse dúvidas e deixasse se levar até o seu destino final.


(Fred Sá Teles)

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