14 de janeiro de 2010

Jogando

Não vejo mais um palmo de vida à minha frente. Mas mesmo assim os sonhos teimam em dizer que tenho muito a viver. Então tento calar o desespero com uma música alta qualquer que seja. Deixo a gravidade fazer o que quiser com meu corpo, me deito em qualquer canto, espero o dia passar. Vou levando assim, esperando que os sonhos cheguem pra mim, sem saber se o melhor seria ir procurá-los em algum lugar fora daqui, ou outro lugar dentro de mim. Sei bem quem eu sou e porque estou aqui agora, embora eu fique por aí rogando às quatro paredes que eu não sei o que quero dessa vida. Embora seja mais fácil culpar os outros por fracassos e pelo ar que falta na hora de encher o peito e dizer que meu sangue continua correndo e irá correr ainda mais rápido na veia. Meus sonhos reservam um futuro glorioso pra mim. Nada de dinheiro, carros, mansões ou a mulher mais bela da face do meu sertão. Somente paz, amizade, honra e amor.


(Fred Sá Teles)

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