21 de fevereiro de 2010

Sem temporais a viver.

Mesmo que sol pareça vir iluminando nosso dia em tons vermelhos de solidão, que todas as cores se escondem atrás por debaixo de tapetes empoeirados de tristeza e voltar a dormir por mais três semanas pareça ser o melhor a fazer. Mesmo que as nuvens venham carregadas e negras, precipitando toneladas cúbicas de chuva ácida em nossa testa, deve haver alguma flor que resista. Deve haver alguma chama que ilumine melhor o nosso sorriso de quem não quer chorar. Uma mão amiga, um ombro amigo, algum melhor abrigo. Algum resíduo, algum resto de energia eólica que nos sopre pra outro lugar mais florido. E vai brotar essa força. Se faltar o vento, não faz mal, a gente sopra. Se te faltar o fôlego, eu te ajudo. Se mesmo assim não for suficiente, a gente pega carona com algum pássaro qualquer, vamos migrar também. Para o sul, para lá, para qualquer outro lugar onde qualquer indício de temporais e tempestades sejam evaporadas com o calor da nossa vontade. Depois disso é só desenhar no chão nossa brincadeira de criança com pedaços de tijolo velho que nada irá apagar. Conte até três. Vamos começar.


(Fred Sá Teles)

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