(Fred Sá Teles)
27 de novembro de 2009
O tempo - antes e depois de ter passado.
Não sou nada diferente das coisas que você já viu, eu também sou um ser humano. Carne, osso, vontades, sonhos... Sou feito de ilusões também, afinal quem nunca desejou que o mundo girasse ao seu redor algum dia? Nos últimos dois anos, acho que envelheci dez. As vontades de adolescente foram ficando no caminho, os sonhos se intensificaram até que minha cabeça explodisse e eu perdesse noites insône, num momento em que eu talvez não estivesse preparado para atender à toda euforia e então caí. Uma queda do alto, é sempre mais dolorosa. Parti-me ao chão quando vi que a vida passa muito rápido, o tempo realmente não para, não volta, eu ouvia essas coisas e achava tão bobo, tão inútil. Achava que tínhamos todo tempo do mundo, mas agora percebo que os poetas anônimos ou não estavam todos certos. Só resta então acreditar, juntar os cacos e levantar, e tentar novamente. Enquanto houver tempo, seguirei tentando, errando... mas um dia eu consigo! Ah, se consigo! E então poderei dormir tranquilo até que o tempo escorra todo pelo ralo e nesse dia não vou mais ligar para o que deixei de fazer, pois aí está a primeira regra para a felicidade: o importante não é fazer todas as coisas boas da vida, e sim não fazer nenhuma má. E se amanhã mesmo eu morrer, escrevam em meu epitáfio: "Parti cedo demais, mas comigo levo o que precisava entender".
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