O normal me enlouquece
Não tem sombras em minha janela
Não tem vultos na minha tela
Eu não mandei as cartas pra ela
E tá tudo tão normal
Que eu vou enlouquecer
Tá tudo tão igual
Que eu vou envelhecer
E não terá ninguém batendo a porta
E não choverá na minha horta
Não andarei em linhas tortas
Seria a hora exata de sair e correr
Se ao menos eu soubesse pra onde
Se eu soubesse onde ela se esconde
Se eu soubesse onde parte a ponte
Uma dose de loucura não cairia mal
Se eu também soubesse qual a receita
Sobre como a maluquice é feita
Pra onde ir se a rua é estreita
(Fred Sá Teles)
Bela prosa
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